terça-feira, 24 de janeiro de 2012
Aokigahara
Aokigahara, também chamada de Mar das Árvores, é uma floresta localizada no Japão. É conhecida por ser assombrada, e tem grandes motivos para isso. No século 19 era usada para abandonar crianças e idosos, já mais tarde começou a ser usada para a prática de suicídio. Mais de 500 pessoas já perderam a vida nessa sinistra floresta.
Fonte - http://www.issoebizarro.xpg.com.br/blog/mensagem-subliminar/floresta-dos-suicidios/
É claro que isso me deu ótimas ideias para uma história. Ai vai ela.
Itami corria em meio a floresta escura. Qualquer lado que olhasse via pessoas entre as árvores, pessoas mortas. Enforcadas, baleadas, sufocadas... mortas. Não conseguia sair daquele lugar terrível, era um mar de árvores sem fim. Fechou os olhos e continuou a correr, não queria mais ver aquilo. Tropeçou em frente a uma árvore e caiu. Assustada, Itami abriu os olhos e encarou a grande árovre. Era diferente de todas as outras, maior e mais forte. Olhou então para o galho mais baixo, havia uma corda enrolada no pescoço de algúem. Itami gritou.
Itami levantou da cama, assustada; já não era a primeira vez que sonhava com aquela floresta. Levantou-se e foi lavar o rosto. Se aqueles pesadelos continuassem, não conseguiria mais dormir. Tomou seu café da manhã e foi para a praça encontrar um amigo.
Aoyama estava sentado em baixo de uma árvore fitando o céu, parecia pensativo. Sorriu quando viu Itami se aproximar.
- Bom dia, Aoyama!
O rapaz não respondeu. Continuava a olhar o céu, como se Itami nem estivesse ali. A garota ficou irritada, mas resolveu não falar nada. O amigo andava estranho nos últimos dias, talvez tivesse acontecido algo sobre o qual não queria falar. Ambos ficaram algum tempo ali, sentados admirando o céu, quando Aoyama finalmente falou.
- O céu está muito bonito hoje.
- Está sim.
- Quero que faça um favor para mim.
- O que é?
Aoyama entregou um pedaço de papel dobrado.
- Prometa que só vai abrir hoje à meia-noite.
- À meia-noite? Por quê?
- É a hora certa.
Itami estranhou o pedido do amigo, mas assentiu. Guardou o bilhete no bolso e fechou os olhos. Não havia nuvens, a brisa do vento estava refrescante, era um dia perfeito. Quando abriu os olhos, Aoyama não estava mais lá. Itami levantou-se depressa e tentou achar o amigo, mas não o encontrou. Foi para casa.
Quando o relógio marcava 23:30, Itami suspirou. Estava cansada e com sono, queria dormir logo. Olhou para o bilhete de Aoyama em suas mãos, estava curiosa.
- Bom, é quase meia-noite, acho que ele não vai se importar.
Itami abriu o bilhete. Leu a única palavra escrita na bela caligrafia de Aoyama. Jogou o bilhete no chão, pegou as chaves do carro e saiu correndo.
Mas... Para onde? Itami tentou pensar. Para onde Aoyama iria? Uma imagem veio à sua mente, um medo enorme tomou posse de seu corpo. A floresta. Tremendo, Itami dirigiu até Aokigahara.
A floresta era tão assustadora quanto em seus sonhos. Itami olhou seu relógio, cinco para meia noite. Não tinha tempo. Não tinha tempo nem para ter medo. Correu em direção à floresta, passando pelas árvores sem olhar ao redor. Estava vivendo seu pesadelo.
Não demorou muito para achar a grande árvore. Rezou para que não fosse tarde demais, seu relógio já marcava meia-noite. Olhou para o mesmo galho que havia em seu sonho, tinha uma corda pendurada. E na corda, não havia nada. Itami ficou paralizada. Onde estava Aoyama?
Itami ouviu passos, havia alguém atrás dela. Virou-se. Era Aoyama. Sentiu então uma enorme sensação de alívio, ele estava ali. Vivo. Então ouviu um som, um disparo. Aoyama apontava algo para ela. Itami olhou para baixo, havia sangue em sua blusa. Uma dor enorme tomou conta de seu corpo, procurou alguma explicação no rosto do amigo. Mas tudo que conseguiu dele foi uma palavra. Adeus.
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