quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Fechadura







Quando ouvi esta história pela primeira vez achei bem sinistra. Imagino que dê mais medo contando ou escrevendo do que numa tirinha , então vou contá-la a minha maneira e com um pouco mais de emoção =D

Robert estava dirigindo há 3 horas sem parar, não aguentava mais. De acordo com o mapa já deveria ter encontrado um pequeno hotel de beira de estrada; para piorar começara a chover e dirigir a noite não era muito agradável, além de ser perigoso. Alguns minutos depois enxergou uma placa ao longe, sentiu-se aliviado, deveria ser ali. E era mesmo. O lugar era bem velho, todo de madeira e com uma decoração antiga, parecia mais com um museu. Na recepção havia apenas um senhor de idade, estava quase dormindo em cima do balcão e nem viu Robert chegar, provavelmente estava cansado devido a hora. 
- Ah, com licença senhor. Eu gostaria de alugar um quarto.
O homem olhou assustado para Robert e sorriu, não tinha tido muitos clientes ultimamente.
- Mas é claro, seja bem-vindo! Por favor, fique à vontade.
- Obrigada.
- Aqui está a chave. Quarto cinco, é no primeiro andar à direita. 
- Sim, muito obrigada. 
- Eu que agradeço, tenha uma boa noite. 


   Robert foi para o quarto. A cama não era muito confortável e o banheiro demasiadamente pequeno, mas como estava cansado tomou uma ducha rápida e foi deitar. Já havia perdido a fome e logo adormeceu. Acordou algumas horas mais tarde ouvindo alguns barulhos na parede, vindos do quarto ao lado. Olhou o relógio, eram 3 horas da manhã. Tentou ignorar e dormir de novo, mas era impossível. Robert deu um soco na parede e pediu silêncio, o barulho parou seguido de um grito. Robert levantou-se assustado, o que estava acontecendo naquele quarto? Colocou uma camiseta e bateu na porta do quarto de número seis, ninguém respondeu. Tentou abrir e nada. Olhou então curioso pela fechadura e viu tudo vermelho. Não querem ser incomodados, pensou. Como os barulhos pararam, voltou a dormir. 
   Na manhã seguinte, Robert tomou seu café e foi acertar as contas na recepção. Comentou com o senhor o que havia acontecido na madrugada. O velhinho olhou-o, intrigado.
- Quarto seis? Está fechado faz anos. Uma mulher morreu lá, desde então interditamos o lugar. Mas dizem que seu espírito ainda vive ali e tudo o que se sabe é que seus olhos são vermelhos.

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